quarta-feira, 15 de novembro de 2017

MARIA VICTORIA, FADISTA E ACTRIZ


Nome de Teatro






Maria Victoria era espanhola de origem, nascida na cidade de Málaga em Espanha, em 13 de março de 1891, vindo para Lisboa muito pequena, acompanhada pela mãe. De referir no entanto que existem controvérsias entre alguns biógrafos que afirmam que Maria Victoria terá nascido em 1888. Foi educada numa casa religiosa e, desde cedo revelou ser muito inteligente, aprendeu muito no convento, mas o seu espírito irrequieto levou-a a fugir desta instituição, não tendo por esse motivo completado a sua educação. Morena, de olhos negros, muito simpática, mas segundo consta e na opinião de certos biógrafos, entrou cedo na Vida, não sabendo aproveitar o grande amor que por ela sentia um belo rapaz que se cruzou na sua vida. De um sentimentalismo e sensualidade que se misturavam, mas prevalecendo nos princípios religiosos em que se iniciara. Maria Victoria de "espanhola" não conservava nada, antes pelo contrário, foi ao fado, essa canção tão portuguesa a que se entregou por completo, alcançando o maior êxito na sua tão curta vida. Poucos são os dados biográficos existentes e encontrados sobre a sua vida. Sabe-se que começou então a aparecer nas feiras da cidade de Lisboa e arredores, nas pandegas, nas noitadas, na estúrdia, rendida e embriagada pela vibração dulcíssima da guitarra, cantando o fado que ela adorava e que a celebrizou. Maria Victoria, optou, desde muito cedo pelo caminho da boémia, por uma vida desregrada, vivendo demasiadamente depressa. Era uma cantadeira de voz cavada e triste, e foi este estilo que a notabilizou. Adquirindo, além da popularidade e dos frenéticos aplausos que o público lhe dispensava - especialmente as senhoras, que por ela tinham uma extraordinária simpatia. Talvez esta mulher para muitas, fosse como que o símbolo de liberdade que desejavam. Um dia apareceu a cantar o fado na taberna Flor da Boémia, na Travessa da Espera nº 11, em pleno coração do Bairro Alto, em Lisboa, de que era dono um tal Joaquim Rato, um dos seus amores. Esta situação amorosa de Maria Victoria, daria origem a um drama, devido ao facto do filho de Joaquim Rato também se ter apaixonado pela cantadeira mas não sendo correspondido, originando um desgosto amoroso ao jovem que vivendo obcecado por um amor impossível, viria mais tarde também a morrer de tuberculose. E depois, durante a sua curta vida, foi-se criando à sua volta uma ronda de galãs, rapazes da época, mais ou menos boémios e estúrdios, como aliás é próprio da mocidade e essa ronda amorosa, tal como as sentinelas, deixavam render-se no quartel do seu coração, todos apaixonados pela graciosa morena de olhos negros, sonhadores, cheios de misticismo e de uma sentimentalidade sensual que quase a tornavam bonita, à força de tornar-se simpática. Maria Victoria foi amada por muitos e muitas, mas provavelmente nunca amou verdadeiramente ninguém, as suas únicas paixões na vida terão sido o fado, que tanto gostava de cantar e a ambição de vir ser aquilo que sonhava e acreditava ter capacidade de fazer, ser actriz. Tudo o resto assim como as pessoas que passaram na sua vida, foram apenas momentos e meros passatempos. Ao contrário do que alguns biógrafos afirmam, ela não se estreou como actriz no Teatro  Salão Phantástico, à Rua Jardim do Regedor, mas sim no Casino de Santos, na Rua das Janelas Verdes, onde o crítico do "Jornal Polichinelo" afirma tê-la visto estrear no ano de 1908. Foi neste ano de 1908,  marcado por grandes mudanças e transformações em Portugal, considerado como annus horribilis para a monarquia portuguesa com o Regicídio a 1 de fevereiro de 1908 que resultou na morte do rei D. Carlos I (1863 -1908) e do seu filho e herdeiro, o príncipe real D. Luís Filipe de Bragança (1887 - 1908), ocorrido no Terreiro do Paço em Lisboa. No meio de tantas mudanças e convulsões politicas, seria Maria Victoria a grande novidade a alegrar e a encantar o público lisboeta com a sua voz e figura.




Maria Victoria 1891-1915 (col. pess.)



Cena típica da fadista e o amante semelhante às vividas por Maria Victoria
em reconstituição do início do séc. XX, foto Brasil (arq. priv.)




Ambiente de boémios e de estúrdia com fadistas como o frequentado por Maria Victoria,
por Stuart de Carvalhais (col. priv.)



Ambiente de boémios e fadistas como o frequentado por Maria Victoria,
por Stuart de Carvalhais (col. priv.)




Aspecto da Feira da Luz em Lisboa, no início do séc. XX
onde algumas vezes Maria Victoria cantou o fado
(arq. AML)


Aspecto da Feira do Campo Grande em Lisboa, no início do séc. XX
onde algumas vezes Maria Victoria cantou o fado (arq. AML)



Aspecto da Feira de Alcântara em Lisboa, no início do séc. XX
 onde algumas vezes Maria Victoria cantou o fado (arq. AML)

 
 
Ambiente de boémia e de folia idêntico ao vivido por Maria Victoria
em restaurante do início do séc. XX (arq. pess.)
 
 
 
Mulheres elegantes da época de Maria Victoria passeando na Avenida da Liberdade em Lisboa,
foto Joshua Benoliel (arq. AML)
 
 
 
Casino de Santos local onde Maria Victoria se estreou em 1908,
na Rua das Janelas Verdes , foto de Machado & Souza
(arq. AML)



Fadista boémia do início do séc. XX ao estilo de Maria Victoria (arq. priv.)




Maria Victoria esteve depois no Teatro Salão Phantástico, na Rua do Condes, em Lisboa, onde à porta do qual, segundo relatos, por uma questão de ciúmes, se atirou à pancada a uma outra actriz, também especializada no fado, se bem que não fosse fadista como ela, nem alcançasse o nome a que podemos chamar glorioso que ela alcançou no teatro, posto que não chegasse a ser uma grande actriz. Era, todavia, artista, e conseguiu ter êxito no conceito do público, que nestas questões é juiz supremo. Será o então empresário teatral Luiz Galhardo (1874 - 1929), notável homem de teatro, quem em 1913 melhor a aproveitou, integrando-a no elenco feminino da sua Companhia Teatral, principalmente na Revista à Portuguesa "O 31", no Teatro Avenida. Revista esta da autoria de Luiz Galhardo, Pereira Coelho e  Alberto Barbosa, com músicas de Tomas Del Negro e Alves Coelho. Onde Maria Victoria desempenhou os papéis de "Estúrdia, Fado do 31", neste fado ela cantava:  

"Tenho sangue de Severa
Mas os nervos de uma artista…
O fogo de Júlia Mendes
A telhe de Âgela Pinto
Definir ai quem pudera!
A paixão de uma fadista"

Incluía ainda os números desta revista o "Guines" do célebre dueto "Arco de Santo André", "Alzira Fadista", etc. Seria o grande sucesso do "Fado 31" interpretado por Maria Victoria, cuja popularidade transpôs as fronteiras e chegou até Espanha. Muitos foram os êxitos para piano interpretados por Maria Victoria, como o "Fado 31" ou o "Fado do 31", entre outros, que foram publicados e editados em partituras pelas diversas casas da especialidade da época como a Sassetti & Cª. e a Valentim de Carvalho. O poeta e escritor teatral Pereira Coelho - Coronel José Maria Pereira Coelho (um dos autores da revista "O 31" e de outras peças) escreveu para ela, entre outras, esta quadra cheia de sentimento que ela cantava divinamente:
 
"P'ra se cantar bem o Fado
não é preciso talento.
- É preciso ser chorado
P'ró cantar com sentimento!"

Com o seu feitio irrequieto, a simpática actriz Maria Victoria, só estava bem onde não estava, e um dia, muito atacada pela tuberculose, doença que à época proliferava, recolhe ao Sanatório do Caramulo, de onde também fugiu, voltando ainda ao teatro, a sua grande paixão. Maria Victoria fez sucesso nos diversos palcos dos teatros lisboetas onde actuou, mesmo com a saúde débil, pois era grande esta sua paixão pelo teatro. Numa noite, quando seguia viagem de comboio para o Porto onde ia deliciar o público do Norte com os belos fados da Revista à Portuguesa "O 31", uma chuva húmida e fria infiltrando-se-lhe no organismo débil e dali ter contraído uma forte recaída de tuberculose pulmonar de que vem a falecer dias depois em sua casa na Rua Neves Piedade, nº 1 R/C em Lisboa a 30 de abril de 1915. Tinha 24 anos apenas. O jornal Diário de Notícias anunciou a morte da actriz, ocorrida a 30 de abril de 1915 numas parcas 25 linhas concedidas aos jovens talentos, omitindo a data de nascimento e a origem da doença que a vitimou. No entanto mais generoso que outros jornais, paginava, contudo, um pequeno retrato acompanhando o vago epitáfio: "Dispondo de uma pequena voz, Maria Victoria conseguiu uma certa celebridade pela graça e leveza que imprimia aos pequenos papéis que lhe distribuíam." Maria Victoria foi enterrada no cemitério de Benfica no dia seguinte à sua morte, ficando sepultada no coval 2678. Estiveram presentes no seu funeral alguns representantes do teatro onde a actriz tivera as suas apoteose: o Teatro Avenida. Estimada entre as colegas, Maria Victoria foi uma perda irreparável para algumas actrizes célebres da época e que estiveram presentes nas suas exéquias, como Zulmira Miranda, Adelaide Costa, Teresa Monteiro, Alice Nunes e Henriqueta Fonseca. Maria Victoria desapareceu cedo, antes do previsto apogeu da curta carreira teatral. Tempos depois, a determinada altura, o tal rapaz, do amor não correspondido, que nunca a pudera esquecer, foi comovidamente tratar da trasladação dos seus restos mortais para as catacumbas do cemitério. Como curiosidade, quando exumavam o cadáver, só aparecia um dos brincos de oiro. Levantaram-se suspeitas sobre o pessoal funcionários do cemitério, visto que o cadáver ficara ali toda a noite. O brinco apareceu embaraçado na grande massa dos negros cabelos da pobre Maria Victoria. Deixou ainda recordações a quem com ela lidou de forma mais próxima, o poeta Júlio Guimarães recordava-a saudosamente porque, tendo morada no mesmo prédio onde ela também morava, à Rua das Pretas, ia muitas vezes a casa dela, quando tinha apenas 12 anos de idade. Maria Victoria brincava muito com ele e um dia ofereceu-lhe um cigarro. Foi o primeiro que o Júlio Guimarães fumou, e nunca perdeu o vício desde então.




Teatro Salão Phantastico na Rua Jardim do Regedor em Lisboa,
onde Maria Victoria actuou (arq. AML)




Luiz Galhardo 1874 - 1929
empresário do Teatro Avenida
 (arq. pess.)




Teatro da Avenida em Lisboa onde Maria Victoria
se estreou em 1913 como actriz (arq. AML)



Elenco feminino da Companhia de Luiz Galhardo com
a actriz Maria Victoria, a nº 6 entre outras famosas do
seu tempo, em página da revista Illustração Portugueza
(col. pess.)


Maria Victoria como actriz
em página da revista
Illustração Portugueza
(col.pess.)




Página com a letra e música do "Fado 31" de Alves Coello
e imortalizado por Maria Victoria (arq. priv.)




Letra do "Fado do 31" interpretado e celebrizado
por Maria Victoria em 1913 (arq. priv.)



Capa da partitura do "Fado O 31" interpretado por Maria Victoria
da Revista  Vaudeville "O 31" de Alves Coelho e Pereira Coelho
edição Sassetti & Cª. (col. priv.)



Capa de partitura do Fado da Esturdia da Revista "O 31" de 1913 ,
edição Valentim de Carvalho (col. priv.)




Maria Victoria em capa de partitura com música para piano
com o "Fado da Rosa" de Reynaldo Varella (col. priv.)



Maria Victoria em capa de partitura com música para piano do "Fado do Desanimo"
e "Fado da Alma", edições Sassetti & Cª. (col. priv.)



A actriz Maria Victoria em 1915
(arq. pess.)
 
 
 


Maria Victoria foi considerada por Avelino de Sousa como "Cantatriz por excelência, o Povo elegeu-a rainha do Fado, desse Fado que fala a alma do Povo e que ela cantava tão bem." As suas memórias ficaram nas poucas fotos que a registaram, a mais famosa foto autografada pertença do arquivo fotográfico da Câmara Municipal de Lisboa,  notícias de peças de teatro onde entrou, assim como alguns folhetos de coplas e em alguns registos em discos de gramofone de 78 rotações. Na cronologia mitológica do fado, Maria Victoria foi um nome sempre escrito entre o das fadistas Maria Severa (1820 - 1846) e Amália Rodrigues (1920 - 1999). Foi uma Diva do seu tempo, de vida curta e efémero mas por isso mesmo um mito do teatro e da canção em Portugal. Esteve 7 anos no teatro, mas esse curto espaço de tempo chegou para que granjeasse um nome e êxito que ainda perdura, não só na memória daqueles que à época a viram actuar e cantar como nas parcas memórias que ficaram. Maria Victoria será nome de teatro, do primeiro teatro no Parque Mayer, que em sua homenagem recebeu o seu nome em 1 de junho de 1922 quinze dias após a inauguração deste espaço na cidade de Lisboa. Era no início este teatro,  um modesto espaço provisório construído em madeira e sarapilheira, no entanto grandes êxitos ali aconteceram assim como nas décadas seguintes e com o passar do tempo beneficiando de obras, deixou de ser um modesto barracão passando a ser um espaço com comodidade. Na actualidade o Teatro Maria Vitória é o único a funcionar no recinto do Parque Mayer, que mereceu o título de "catedral da revista", mercê da persistência do seu empresário e produtor, desde 1975, Helder Freire Costa, que o tem mantido aberto e em funcionamento, por vezes com algumas dificuldades, mas sempre com espectáculos de grande qualidade, com artistas de grande mérito assim como excelentes autores, compositores, coreógrafos e cenógrafos. De recordar que em fevereiro de 1990 quando o Teatro Maria Vitória reabriu após o grande incêndio, a actriz e cantora Marina Mota recriou, em cena, na Revista à Portuguesa "Vitória, Vitória!", a figura de Maria Victoria. Representando o fantasma de Maria Victoria com a sua saia travada e o xaile de franjas, tal como ficou imortalizada na famosa foto autografada. Esta Revista à Portuguesa que celebrava a história do Parque Mayer e a história da fadista e actriz que deu nome ao mais antigo teatro deste mítico recinto lisboeta.




Foto autografada de Maria Victoria em 1913 (arq. AML)



Capa de um folheto de coplas dos fados da Revista "O 31"
 interpretado por Maria Victoria de 1913 (col. priv.)



Capa de partitura do "Fado Maria Victoria" edição Sassetti & Cª. 
(col. priv.)




Etiqueta de disco de 78 rotações de 1909 com o "Fado dedicado a Maria Victoria",
interpretado por Maria Victoria (col. priv.)




Etiquetas de discos de 78 rotações de 1910 com o "Fado Maria Victoria Nºs 1 e 2",
interpretado por Maria Victoria (col. priv.)



Gramofone do início do séc. XX onde se podia ouvir
a voz cavada e triste de Maria Victoria (col. pess.)




Entrada lateral do Teatro Maria Vitória no Parque Mayer em meados dos anos 30 (arq. AML)



Teatro Maria Vitória no Parque Mayer em meados de 1943, foto Eduardo Portugal (arq. AML)



Helder Costa produtor e empresário do Teatro Maria Vitória desde 1975 (foto Paulo Ribeiro)




Exterior do Teatro Maria Vitória no Parque Mayer na actualidade com o seu novo êxito em exibição
a Revista à Portuguesa "Portugal em Revista!" (arq. priv.)



Exterior do Teatro Maria Vitória na actualidade com o seu novo êxito em exibição
a Revista à Portuguesa "Portugal em Revista!" (foto Paulo Nogueira)



Palco e sala do Teatro Maria Vitória na actualidade (arq. priv.)



O nome da fadista e actriz perpetuado no palco do Teatro Maria Vitória (foto Paulo Nogueira)








Texto:
Paulo Nogueira




Fontes e bibliografia:
SOUSA, Avelino de in Guitarra de Portugal de 30 de novembro de 1927
SOUSA, Avelino de e GUIMARÃES, Júlio in Guitarra de Portugal de 1 de outubro de 1946
DIAS, Marina Tavares, Lisboa Desaparecida, volume IV, Quimera Editores, Lisboa, 1994
Publicação on line Museu do Fado


domingo, 15 de outubro de 2017

EFEMÉRIDES do dia 15 outubro



Dia Mundial da Visão, Dia Mundial da Resolução de Conflitos, Dia Internacional das mulheres Rurais, Dia Mundial da Lavagem das Mãos e Dia Mundial da Bengala Branca

De entre os santos dedicado a este dia, destaque para Santa Teresa de Ávila (Gotarrendura, Ávila, Reino de Castela, actual Espanha, 28 de março de 1515 - Alba de Tormes, Salamanca, Reino de Castela, actual Espanha, 4 de outubro de 1582). Teresa de Cepeda y de Ahumada desde muito tenra idade pela sua vocação, manifestou um temperamento exuberante. Aos sete anos, tentou fugir de casa e peregrinar ao Oriente para ser martirizada pelos mouros, mas foi impedida. A leitura da vida dos santos mártires tinha sobre ela uma força inexplicável e, se não fossem os parentes terem-na encontrado por acaso, teria fugido, levando consigo o irmão Roderico. Duas vezes esteve gravemente enferma. Durante a doença começou a viver algumas experiências místicas que transformaram profundamente a sua vida interior, dando-lhe a percepção da presença de Deus e a experiência de fenômenos místicos descritos por ela mais tarde nos seus livros: O Caminho da Perfeição, Pensamentos sobre o amor de Deus, O Castelo interior. Com vinte anos, decidiu tornar-se religiosa, mas foi impedida pelo pai. Como na infância, resolveu fugir, desta vez com sucesso. Foi para o Convento carmelita da Encarnação de Ávila. Aos 39 anos iniciou, então, o seu grande trabalho de reformista. Pequena e sempre adoentada, ninguém entendia como conseguia subir e descer montanhas, deslocar-se pelos caminhos mais ermos e inacessíveis, de convento em convento, por toda a Espanha. Empreendeu aos quarenta anos uma missão que tem algo de incrível para uma mulher de saúde delicada como era a sua. Assumiu o nome de Teresa de Jesus, no Carmelo. Do mosteiro de São José, fora dos muros de Ávila, primeiro convento do Carmelo por ela reformado, partiu, carregada pelos tesouros do seu Castelo Interior, para todas as direções da Espanha. Levou a termo numerosas fundações, suscitando também muitos ressentimentos, até a ponto de lhe ser temporariamente revogada a licença de reformar outros conventos ou de fundar novas casas. Mestra de místicos e directora espiritual, mantém correspondência epistolar com o próprio rei Filipe II da Espanha e com os personagens mais ilustres da época. No entanto e como era uma mulher prática, ocupava-se das mínimas coisas do convento e não descuidava da parte económica. Morreu em Alba de Tormes na noite de 15 de outubro de 1582. Beatificada em 1614, foi canonizada em 1622. A comemoração da festa da transverberação do coração de Santa Teresa ocorre em 27 de agosto, enquanto a celebração do dia de sua morte ficou para o dia 15 de outubro, a partir da última reforma do calendário litúrgico da Igreja. O papa Paulo VI, em 1970, proclamou santa Teresa d’Ávila doutora da Igreja, a primeira mulher a obter tal título.

 

 






Em Portugal

 
1385 - Ocorre a Batalha de Valverde, pouco tempo depois da vitória portuguesa de Aljubarrota, entre as forças portuguesas comandadas por Nuno Álvares Pereira e as tropas castelhanas. Nuno Álvares Pereira entrou, por Badajoz, no território castelhano. De Estremoz passara a Vila Viçosa e, daqui, a Olivença. Depois seguira em direcção a Mérida, para poder enfrentar as forças adversárias. Estas vieram pôr-lhe cerco em Valverde de Mérida, junto ao rio Guadiana. Durante a batalha o condestável retira-se para orar. O seu escudeiro vai ao encontro dele, chamando-o para a batalha. Depois de terminar a oração D. Nuno, percebendo que os castelhanos tinham usado todos os projécteis, decide atacar o Mestre de Santiago que acaba por morrer e o seu estandarte derrubado. Com isto os castelhanos põem-se em fuga.



1422 - Morre Gonçalo de Lagos (Lagos, Portugal, 1360 - Torres Vedras, Portugal, 15 de outubro de 1422), aos 62 anos. Foi um beato português, viveu como frade da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, tendo-se dedicado no seu tempo à pregação enquanto superior de alguns mosteiros da sua ordem. São Gonçalo Em 1798, foi feito beato. É venerado sobretudo pelos pescadores do Algarve, e através dele, buscam protecção enquanto estão no mar.

1527 - Há 490 anos nasce Maria Manuela de Portugal (Coimbra, Portugal, 15 de outubro de 1527 - Valladolid, Espanha, 12 de agosto de 1545). Virá a ser uma infanta portuguesa, segunda filha do casamento de João III e Catarina de Áustria e, junto com o Príncipe João de Portugal, um dos dois únicos filhos do casal a chegar à adolescência. Mais tarde D. Maria Manuela foi casada com o então príncipe das Astúrias, D. Filipe (futuro Filipe II de Espanha e I de Portugal), seu primo, no quadro da profunda ligação dinástico-familiar entre a casa de Avis-Beja e a casa de Áustria, que culminaria, em última análise, na União Ibérica de 1580.
 


1921 - Sai o primeiro número da revista "Seara Nova". Uma revista fundada em Lisboa, no ano de 1921, por iniciativa de Raul Proença e de um grupo de intelectuais portugueses da época. Com esta publicação pretendiam contribuir para quebrar o isolamento da elite intelectual portuguesa, aproximando-a da realidade social.
 
1922 - Nasce Maria Agustina Ferreira Teixeira Bessa (Amarante, Vila Meã, 15 de outubro de 1922) é uma escritora portuguesa. Virá a ser escritora portuguesa. Agustina Bessa-Luís, nome literário que virá a adoptar. Desde muito jovem que Agustina se interessou por livros, começando por ler alguns da biblioteca do avô materno, Lourenço Guedes Ferreira. Foi através destas primeiras leituras que tomou contacto com alguns dos melhores escritores franceses e ingleses, os quais lhe despertaram o amor pela literatura. Estreou-se como romancista em 1948, ao publicar a novela "Mundo Fechado", mas seria o romance "A Sibila", publicado em 1954 que constituiu um enorme sucesso e lhe trouxe imediato reconhecimento geral. E é com "A Sibila" que Bessa-Luís atinge a total maturidade do seu originalíssimo processo criador. Para além da actividade literária, a escritora envolveu-se em diversos projectos. Foi membro do Conselho Directivo da Comunitá Europea degli Scrittori (Roma) (1961-1962). Colaborou em várias publicações periódicas, tendo sido entre 1986 e 1987 directora do diário "O Primeiro de Janeiro". Entre 1990 e 1993 assumiu a direcção do Teatro Nacional de D. Maria II e foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social. É ainda membro da Academie Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres, da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa (Classe de Letras). Vários dos seus romances foram já adaptados ao cinema pelo realizador Manuel de Oliveira, com quem manteve uma relação de amizade e de colaboração próxima. Exemplos desta parceria são Fanny Owen (Francisca, 1981), Vale Abraão (filme homónimo, 1993), As Terras do Risco (O Convento, 1995) ou A Mãe de um Rio (Inquietude, 1998). É também autora de peças de teatro e guiões para televisão, tendo o seu romance "As Fúrias" sido adaptado para teatro e encenado por Filipe La Féria, no Teatro Nacional D. Maria II, em 1995. Em 2004, aos 81 anos, recebeu o mais importante prémio literário da língua portuguesa: o Prémio Camões. Em 2005 foi-lhe atribuído o título doctor honoris causa pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e participou no programa da RTP Ela por Ela, série de 13 episódios sobre provérbios e aforismos, em conversa com Maria João Seixas, realizado por Fernando Lopes. Foi autora entre outra obras da novela "Mundo Fechado" (1948), o romance) "Ternos Guerreiros" (1960), romance histórico "Adivinhas de Pedro e Inês" (1983), a autobiografia "O Livro de Agustina" (2002). Desde julho de 2006, pouco depois de terminar a sua última obra, "A Ronda da Noite", que Agustina Bessa-Luís deixou de escrever e se retirou da vida pública, devido a razões de saúde. Está hoje de Parabéns.
 


1942 - O Aeroporto de Lisboa, na Portela de Sacavém, é aberto ao tráfego internacional. É hoje o mais importante aeroporto de Portugal. O mesmo opera voos domésticos e internacionais dentro da Europa, África, Oriente Médio, América do Sul e América do Norte. Passou a ser designado a partir de 15 de maio de 2016 por Aeroporto de Lisboa Humberto Delgado.



1974 - Portugal reconhece a soberania da Índia em Goa, Damão, Diu, Dadrá e Nagar Aveli.

1981 - Portugal é eleito para o Conselho Económico e Social da ONU.

1988 - Abrem as estações das Laranjeiras, Alto dos Moinhos, Colégio Militar e Cidade Universitária do Metropolitano de Lisboa.



1991 - A actriz portuguesa Teresa Roby recebe o prémio de melhor actriz do Festival de Cinema de Dunquerque, pelo desempenho em "Idade Maior", de Teresa Villaverde.- A nomeação do juiz negro ultraconservador Clarence Thomas para o Supremo Tribunal dos EUA é confirmada pelo Senado, com uma margem de quatro votos (52-48), apesar das acusações públicas de assédio sexual por uma das suas antigas colaboradoras.

1999 - Morre Luís Manuel da Silva Viana de Sá (Porto, Portugal, 12 de fevereiro de 1952 – Lisboa, Portugal, 15 de outubro de 1999), aos 47 anos. Foi professor universitário e político português, deputado, membro da comissão política do PCP. Estreou-se na política como membro da União dos Estudantes Comunistas, aderindo ao Partido Comunista Português em 1974. Exerceu funções como adjunto do gabinete do Ministro dos Transportes e Comunicações, nos IV e V Governos Provisórios, e do Ministro das Obras Públicas, no IV Governo Provisório. Depois disso foi membro da Comissão Nacional de Eleições, de 1977 a 1997, deputado ao Parlamento Europeu, em 1994, e deputado à Assembleia da República, de 1991 a 1999. Foi director da revista Poder Local, entre 1977 e 1999. Foi autor de uma bibliografia extensa que inclui temas como a soberania e a integração europeia, o poder local e as regiões administrativas, o poder central e suas relações e equilíbrios, o sistema eleitoral português, manuais de ciência política e de direito administrativo.


 
2000 - Eleições regionais nas regiões autónomas dão a maioria absoluta ao PS nos Açores e ao PSD na Madeira.

2002 - Morre Mário Castrim, pseudónimo de Manuel Nunes da Fonseca (Ílhavo, Portugal, 31 de julho de 1920 - Lisboa, Portugal, 15 de outubro de 2002), aos 82 anos. Foi um jornalista, escritor e crítico da televisão portuguesa. Trabalhou no jornal "Diário de Lisboa", no semanário "Tal & Qual", e na revista para jovens "Audácia", dos Missionários Combonianos. Era casado com a também escritora e jornalista Alice Vieira e pai da jornalista e escritora Catarina Fonseca, e de André Fonseca, professor universitário. Deixou vasta obra publicada. De entre algumas destaque para "Nasceu para Lutar", "Histórias Com Juízo", "Estas São as Letras", "Nome de Flor", "Histórias da Televisão Portuguesa", entre muitas outras.

2006 - Um contingente de 17 elementos da Polícia de Segurança Pública (PSP) parte para Timor-Leste, no âmbito da participação de Portugal na força de segurança da ONU no território.










No Mundo


1582 - Primeiro dia do calendário gregoriano, introduzido pelo Papa Gregório XIII. Neste novo calendário foram omitidos dez dias do calendário juliano, deixando de existir os dias de 5 a 14 de outubro de 1582. A bula ditava que o dia imediato à quinta-feira, 4 de outubro, fosse sexta-feira, 15 de outubro. Os anos seculares só são considerados bissextos se forem divisíveis por 400. Desta forma a diferença (atraso) de três dias em cada quatrocentos anos observada no calendário juliano desaparecem. Corrigiu-se a medição do ano solar, o ano gregoriano dura em média 365 dias, 5 horas, 49 minutos e 12 segundos, ou seja, 27 segundos a mais do que o ano trópico.



1605 - Nasce Maria de Bourbon (Castelo de Gaillon, França, 15 de outubro de 1605 - Paris, França, 4 de junho de 1627). Virá a ser chamada Mademoiselle de Montpensier, foi uma riquíssima herdeira de sangue real. Foi suo jure duquesa de Montpensier e duquesa consorte de Orleães por casamento com Gastão, Duque de Orleães, um Filho da França., duquesa de Orleães.

1608 - Nasce Evangelista Torricelli (Faenza, Itália, 15 de outubro de 1608 - Florença, Itália, 25 de outubro de 1647). Virá a ser um físico e matemático italiano, mais conhecido pela invenção do barômetro e por descobertas na área de óptica. A invenção mais importante de Torricelli foi o barômetro de mercúrio. Instrumento assim denominado assim devido a duas palavras gregas, com o significado de duas medidas de peso, uma vez que uma coluna de ar é pesada em oposição a uma coluna de mercúrio.



1767 - Há 250 anos morre Maria Josepha Gabriella Johanna Antonia Anna (Viena, Áustria, 19 de março de 1751 - Viena, Áustria, 15 de outubro de 1767), aos 16 anos. Foi uma filha do imperador Francisco I e da sua esposa Maria Teresa da Áustria. Morreu de varíola no mesmo dia em que deveria ter deixado Viena para a sua viagem até Nápoles onde se casaria com o rei Fernando I das Duas Sicílias.

1815 - Napoleão Bonaparte foi preso e então exilado pelos britânicos na ilha de Santa Helena, na costa da África. Lá, com um pequeno legado de seguidores, contava as suas memórias e criticava aqueles que o capturaram.

1844 - Nasce Friedrich Wilhelm Nietzsche (Röcken, Reino da Prússia, 15 de outubro de 1844 - Weimar, Império Alemão, 25 de agosto de 1900). Virá a ser um filósofo, filólogo, crítico cultural, poeta e compositor prussiano do século XIX alemão. Escreveu vários textos críticos sobre a religião, a moral, a cultura contemporânea, filosofia e ciência, exibindo uma predileção por metáfora, ironia e aforismo. Foi um apreciador da Natureza, dos pré-socráticos e das culturas helénicas. Foi autor entre outras obras de "O Nascimento da Tragédia no Espírito da Música" (Die Geburt der Tragödie aus dem Geiste der Musik, 1872, "A Filosofia na Idade Trágica dos Gregos" (Philosophie im tragischen Zeitalter der Griechen) 1873, Nietzsche contra Wagner (Nietzsche contra Wagner, Aktenstücke eines Psychologen), 1888.



1875 - Nasce Pedro de Alcântara Luís Filipe Maria Gastão Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança (Petrópolis, Brasil, 15 de outubro de 1875 - Petrópolis, Brasil, 29 de janeiro de 1940). Filho primogênito da última princesa imperial do Brasil, Isabel Leopoldina de Bragança e Bourbon e do príncipe imperial consorte, Gastão de Orléans, Conde d'Eu. Virá a ser príncipe do Grão-Pará (1875–1891), príncipe Imperial do Brasil (1891–1908) e príncipe de Orléans e Bragança. Estabeleceu-se no exílio com sua família no Castelo d'Eu, na Normandia, França, tendo estudado no Império Áustro-Húngaro, onde fez o seu curso militar e serviu no exército imperial e real daquele país. D. Pedro, após a extinção do exílio, veio ao Brasil para realizar excursões de caça nos sertões brasileiros. Acompanhado pelo seu secretário, fez entre 1926-1927 uma das viagens mais conhecidas da época: um "auto-raid" da Bolívia até o Rio de Janeiro, percorrendo quatro mil quilómetros de automóvel por estradas praticamente intransitáveis. D. Pedro de Alcântara regressou ao Brasil na década de 1930, estabelecendo-se no Palácio Grão-Pará, em Petrópolis. Tornou-se figura obrigatória nas comemorações e realizações locais, sendo muito admirado pela maneira afetuosa e simpática com que sempre se dirigia aos seus compatriotas.


 
1908 - Nasce John Kenneth Galbraith (Iona Station, Ontário, Canadá, 15 de outubro de 1908 - Cambridge, Massachusetts, EUA, 29 de abril de 2006). Virá a ser um economista, filósofo e escritor norte americano. Galbraith foi cético perante as extravagâncias da "teoria económica quando não justificadas pelos dados empíricos". Por exemplo, no seu livro intitulado "In The New Industrial State" (1967), afirma que muito poucas indústrias nos Estados Unidos enquadram-se no modelo da concorrência perfeita. Conhecido elas suas posições liberais-sociais, foi assessor económico do presidente John Kennedy e publicou diversos livros, entre os quais "The Affluent Society" (A sociedade opulenta), no ano de 1958, em que critica a política económica dos Estados Unidos. Reformado como professor universitário em 1957, publicou em 1981 a autobiografia "A Life in Our Times: Memoirs" (Uma vida de nosso tempo). Foi autor de "A Era da Incerteza", "Crash 19292 e "Crónicas de um Eterno Liberal".

1917 - Há 100 anos morre Margaretha Gertruida Zelle (Leeuwarden, Holanda, 7 de agosto de 1876 - Vincennes, Paris, França, 15 de outubro de 1917), aos 41 anos. Ficou conhecida como Mata Hari, foi uma dançarina exótica dos Países Baixos acusada de espionagem que foi condenada à morte por fuzilamento em Paris, durante a Primeira Guerra Mundial. Em diferentes ocasiões sua vida foi alvo da curiosidade de biógrafos, romancistas e cineastas. Ao longo do tempo, Mata Hari transformou-se em uma espécie de símbolo da ousadia feminina.



1923 - Nasce Italo Calvino (Santiago de las Vegas, Cuba, 15 de outubro de 1923 - Siena, Itália, 19 de setembro de 1985). Virá a ser um dos mais importantes escritores italianos do século XX. Nascido em Cuba, de pais italianos, a sua família retornou à Itália logo após o seu nascimento. Formado em Letras, participou na resistência ao fascismo durante a Segunda Guerra Mundial e foi membro do Partido Comunista Italiano até 1956, tendo se desfiliado em 1957. A sua primeira obra foi "Il sentiero dei nidi di ragno" (O atalho dos ninhos de aranha), publicada em 1947. Uma de suas obras mais conhecidas é "Le città invisibili (As cidades invisíveis), de 1972, tendo como personagens Marco Polo e Kublai Khan. Foi ainda autor de "O Barão Trepador", "O Visconde Cortado ao Meio".

1928 - O dirigível Zeppelin chega aos Estados Unidos, completando a travessia do Atlântico, partindo da Alemanha.

1926 - Nasce Michel Foucault (Poitiers, França,15 de outubro de 1926 - Paris, França, 25 de junho de 1984). Virá a ser um filósofo, historiador das ideias, teórico social, filólogo e crítico literário. As suas teorias abordam a relação entre poder e conhecimento e como eles são usados ​​como uma forma de controle social por meio de instituições sociais. Embora muitas vezes seja citado como um pós-estruturalista e pós-modernista, Foucault acabou rejeitando esses rótulos, preferindo classificar o seu pensamento como uma história crítica da modernidade. O seu pensamento foi muito influente tanto para grupos académicos, quanto para activistas. Foi autor entre outras obras de "Doença Mental e Psicologia" (1954), "História da loucura na idade clássica" (1961), "Eu, Pierre Rivière, que degolei minha mãe, minha irmã e meu irmão" (1973) e "A Verdade e as Formas Jurídicas" (1996).



1939 - É inaugurado o aeroporto de La Guardia, Nova Iorque, EUA. Vindo a fazer parte de um dos três aeroportos que servem a cidade de Nova Iorque. Em 1960, foi considerado o melhor aeroporto do mundo pela comunidade mundial de aviação. O aeroporto La Guardia tem voos em grande maioria para os Estados Unidos e Canadá, para além disso é um dos mais movimentados do país, a par como o aeroporto J.F.K.

1940 - Lançamento do filme O Grande Ditador de Charles Chaplin. Filme de género comédia dramática e sátira crítica, escrito, protagonizado e dirigido por Charles Chaplin. Uma sátira ao regime nazi, o fascismo e seus maiores propagadores, Adolf Hitler e Benito Mussolini.



1945 - Durante a II Guerra Mundial é executado o estadista francês Pierre Laval, presidente do Governo de Vichy, pela colaboração com as forças nazis de ocupação.



1951 - O Egito denuncia o tratado com o Reino Unido sobre o Canal do Suez.

1964 - É anunciado o afastamento de Nikita Khrushchev da liderança da URSS. Sucede-lhe Leonid Brejnev.

1966 - A Assembleia Geral da ONU aprovou a criação do Dia Internacional para a Eliminação da Descriminação Racial, com a abstenção do representante do governo português de Oliveira Salazar.



1973 - 56 Estados membros da ONU agendam o debate sobre "a ocupação ilegal pelas forças militares portuguesas dos territórios da Guiné-Bissau".

1974 - Israel acusa a Assembleia Geral das Nações Unidas de parcialidade pelo convite à OLP para o debate sobre a Palestina.

1978 - A UNESCO proclama a Declaração Universal dos Direitos do Animal.



1986 - Os oito mil soldados soviéticos estacionados no Afeganistão começam a abandonar o país.

1990 - O Prémio Nobel da Paz é atribuído ao líder soviético Mikhail Gorbachev.

1993 - O Prémio Nobel da Paz é atribuído a Nelson Mandela, líder do Congresso Nacional Africano, e ao presidente da África do Sul, Fredrik de Klerk.


 
1999 - O Prémio Nobel da Paz é atribuído em Oslo aos Médicos Sem Fronteiras.

2001 - A UNICEF alerta para o perigo da morte, pela fome, de mais de 100 mil crianças afegãs.

2007 - Há 17 anos é atribuído o Prémio Nobel da Economia aos economistas norte-americanos Leonid Hurwicz, Eric Maskin e Roger Myerson, galardoados por terem "criado as bases da teoria do desenho de mecanismos".











Texto:
Paulo Nogueira